Depois de dois dias passados em Cartagena rumamos a Santa Marta, no norte da Colômbia. Encontramos um cenário único: céu limpo e um contraste intenso entre o azul esverdeado do mar do Caribe e o branco dos picos nevados da Serra Nevada de Santa Marta.

Foi uma sorte observar esta paisagem única, que se torna impossível de transportar para a fotografia, dadas as distâncias entre ambos os pontos.

Santa Marta é a capital do estado de Madalena, fundada no ano de 1525 é uma das cidades mais antigas da América do Sul. Ali por perto nasceu Gabriel García Márquez, considerado o pai do realismo mágico. A cidade foi também a última residência do Libertador Simón Bolívar.

O grande objectivo de viajar até Santa Marta foi a visita ao Parque Nacional de Tayrona e a descida em bóia do Rio Dom Diego. A ideia surgiu da minha amiga Dalila Carmo, que tinha estado na cidade há pouco tempo e que praticamente me obrigou a não perder este destino.A verdade é que valeu muito a pena e só tenho que agradecer-lhe por ter feito esta sugestão de passar este dois dias de puro contacto com a natureza.

Santa Marta é bonita apenas na parte antiga. Ficamos uma noite na Casa Del Farol e parece que acertamos na escolha, tanto pela localização, como pela simpatia dos funcionários e pelo encanto daquela casa colonial transformada em hotel boutique com apenas 11 charmosos quartos, todos diferentes.

A cidade é o ponto de partida para visitar diversas praias e alguns vestígios arqueológicos da cultura Tayrona.

No primeiro dia fomos a Playa Blanca que fica a meia hora, de táxi, de Santa Marta até Rodadero e daí são mais  10 minutos em lancha até chegar a esta pequena praia encravada entre montanhas rochosas. Valeu a visita pelo fantástico pôr-do-sol que assistimos desde a praia de Rodadero, já no regresso de Playa Blanca.

A noite é bastante calma mas tem vários lugares agradáveis para jantar e alguns bares com música ao vivo. Escolhemos o restaurante Ouzo. Ficamos pela explanada exterior a saborear uma degustação entre uma fusão de comida internacional e colombiana.

No dia seguinte acordamos cedo e optamos por ir em táxi colectivo até Tayrona. Pode ser mais caro do que os autocarros regulares, mas é mais cómodo. Deixamos a nossa bagagem na Villa Maria.

Começamos a nossa aventura pelo parque já pelas 10h. Após um breve briefing sobre as regras do Parque, compramos as entradas, que para turistas custam 39 pesos colombianos. Iniciamos a nossa caminhada durante cerca de 4 horas até a praia de El Cabo, ponto final desta trilha. Era tanto o calor que se tornava ainda mais difícil caminhar pelos pequenos troços. Entre alguns mergulhos no mar agitado chegamos ao destino final e por ali almoçamos tardiamente. Como se estava bem ficamos mais um pouco tempo na praia. Erro crasso o nosso, apesar dos avisos dos responsáveis do Parque. Calculamos mal o tempo e já era noite e nós ainda estávamos no interior do parque. Já no escuro valeu-nos a ajuda da lua e das lanternas dos smartphones, andamos cerca de 1 hora no escuro. Finalmente lá conseguimos sair do parque e apanhar dois moto-táxis que estavam ali na esperança de que algum turista mais distraído chegasse tarde, e foi o que aconteceu.

A sorte esteve do nosso lado, ou teríamos que fazer mais 12 km por uma estrada interna do parque até encontrarmos a estrada principal onde poderíamos conseguir algum meio de transporte para o hotel. Ainda assim tentei negociar o valor da boleia da mota. Não adiantou porque eles sabiam quem nós iríamos de qualquer jeito e lá nos levaram até ao hotel.

Ficamos lindamente acomodados num bungalow digno de uma lua de mel. O hotel conta com 11 bungalows todos em madeira meio escondidos, no meio da selva, que se ligam entre si por pontes suspensas. Jantamos e dormimos por ali e no dia seguinte acordamos cedo mais uma vez para ir fazer uma caminhada ao longo do rio Don Diego e depois de forma mais divertida, em bóias de ar até à foz de Buritaca.

No início do percurso conhecemos o ator colombiano Ivan Lopez que nos acompanhou em todo o percurso. Esta agradável companhia que nos tornou o passeio ainda mais agradável.

Foi uma aventura engraçada mas confesso que desistimos a uma hora do final. O rio não tinha muita corrente e já estávamos os três cansados de remar. Era suposto ver imensos macacos mas apenas uma família deu o ar da sua graça.

O regresso foi duro porque desde Tayrona até Cartagena são cinco horas de estrada que nós optamos por fazer numa carrinha colectiva da Marsol.

É uma forma barata de fazer este trajeto mas é dura pelo desconforto. Além de que o nosso motorista achava-se a fazer o Paris Dakar. Foram dois dias de puro exercício físico até mesmo ao fim mas que valeram muito a pena.

Embora cansados não deixamos de ir jantar no centro histórico de Cartagena porque eu queria muito conhecer o restaurante “Vera”. Um lugar super charmoso com um design com requinte no serviço. O lugar é também boutique hotel com apenas 7 quartos.

A minha dica é mesmo de não perder esta visita que se faz perfeitamente em apenas dois dias. Para quem gostar de caminhadas é bom ficar mais dias para poder fazer as outras trilhas recomendadas em Tayrona.

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Viagem realizada de 4 a 6 de maio.


O meu circuito seguiu de Bogotá para Cartagena das Índias. A apenas uma hora de voo desde Bogotá, Cartagena é banhada pelo Mar das Caraíbas, onde impera o charme dos séculos passados mesmo que misturado com alguns traços de modernidade, já que a parte antiga da cidade tem sido alvo de várias remodelações.

Pela sua localização estratégica, Cartagena desenvolveu-se e tornou-se alvo constante de ataques piratas ao longo de séculos.

Passei parte do meu tempo a visitar a Cidade Amuralhada que é o coração de Cartagena; onde está a parte antiga da cidade, com os principais pontos turísticos. Parecia que estava numa autêntica sauna, mas à tarde decidi ir explorar as ruelas charmosas, igrejas, praças, restaurantes, museus, bares e edifícios de arquitectura colonial com varandas floridas, que prenderam de imediato a minha atenção. O final da tarde foi passado a assistir ao por do sol no Café del Mar, que fica mesmo em cima da muralha. O cenário não podia ser melhor, a cabine do DJ estava numa Guarita, o vento alísio ajudava a suportar o calor e a desfrutar o momento e para me acompanhar tinha um bom mojito!

Mesmo com todo o calor que aqui se faz sentir é obrigatório caminhar e desbravar o centro histórico que é dividido em quatro pequenos bairros. As ruas sempre cheias de vendedores de frutas, artesãos e artistas são imperdíveis. A Torre do Relógio, a Catedral, o Palácio da Inquisição, a Igreja de San Pedro Claver e o Parque Bolívar são outros pontos obrigatórios. Os sabores vêm acompanhar toda esta beleza, como a fruta que se come na rua ou no Portal dos Doces, para estragar a dieta.

De dia ou de noite, Cartagena é super animada. Apesar das constantes temperaturas altas, não há tempo a perder. A praia de areias pretas na zona mais nova da cidade espera-nos, mas há outros programas como o passeio de charrete pela zona amuralhada.

Cartagena é um destino voltado para as lembranças do passado. Um lugar para conhecer edifícios antigos, monumentos, igrejas, castelos e conventos. A boa gastronomia é outra das qualidades, comer bem é muito fácil e existe uma enorme variedade de restaurantes, esplanadas e clubes no bairro Getsemaní, onde podemos dançar salsa.


Para começar a minha viagem pela Colômbia regressei à atração turística número um do país, a Catedral de Sal de Zipaquirá. Tinha estado ali há 17 anos e já nem me lembrava da imponência do lugar. Zipaquirá fica a uma hora de carro de Bogotá e a Catedral fica a 180 metros debaixo de terra, no interior de uma mina de sal ainda em actividade. Acompanhado pelo meu companheiro desta viagem, o Bruno Vinagre, fizemos todo o circuito seguindo a Via Sacra enquanto a guia nos ia explicando cada etapa ali esculpida nesse mineral ao mesmo tempo que assistíamos a um show de iluminação…
A visita começa com uma via sacra, onde as Cruzes esculpidas em sal vão mudando de posição, enterradas no solo à medida que Jesus se aproxima da morte.


A mina começou a ser explorada pelos índios durante o período pré hispânico quando o sal servia como moeda de troca por outras mercadorias. Encontra-se ativa e tem reservas de sal que devem durar pelo menos mais uns 500 anos. A catedral foi edificada de modo explorar a parte inativa da mina e os túneis que eram utilizados para a extração de sal.


Estando em Bogotá esta visita é imprescindível mesmo não se sendo católico. Eu sendo católico aproveitei o momento para fazer os meus agradecimentos.


Tudo isto começou com o desafio meus agentes locais do Uzbequistão, Turquemenistão e Turquia. Como não sou de fugir de desafios aceitei e fiz as malas para conhecer uma parte da Rota da Seda, ainda pouco conhecida nos roteiros Turísticos mais comuns.

Comecei por Taskent, capital do Uzbequistão, onde me juntei ao meu primeiro parceiro de viagem: o Manuel Marraco, um espanhol de Saragoza, que também é agente de viagens. No controlo dos passaportes foi ele que me localizou e o primeiro a dar-me algumas dicas e explicar que a cidade de Taskent já conta com 2200 anos de história e que guarda o livro original do Corão de Califa Osman.
Quando cheguei fui de imediato surpreendido. Quando se trata de países asiáticos lembro-me logo de uma grande azáfama, de barulho nas ruas, de uma trânsito caótico, carros a apitar, de gente por todo o lado e muito lixo no chão.

Taskent não podia estar mais longe deste cenário típico. É uma cidade complemente limpa, organizada do ponto de vista urbano, com um trânsito moderado, onde as pessoas são muito civilizadas e se respeitam.

Quanto à qualidade dos hotéis, bem tenho que dizer que não é fantástica. No entanto encontrei alguns restaurantes mais modernos e com um serviço razoável.

No dia seguinte segui para Khiva, que fica oeste. A uma hora de voo, esta pequena cidade amuralhada fica  apenas a 100 metros acima das águas do mar, num dos extremos do deserto do Kizil-Kum. Sobrevive alimentada pelo canal Palvan. Khiva é uma pequena pérola no oásis de Khorazm, com cerca de 2500 anos. Toda a parte histórica vive no interior destas muralhas. De certa forma, faz-me lembrar o nosso Marvão ou Óbidos. Ali ainda se conservam sinais de outros tempos, como as Madrazas, que eram as escolas da época e que existiam na época mas sempre em separado para rapazes e raparigas.

 

A aventura continuou e no dia seguinte esperava-me o Turquemenistão. Este seria assim o país 111 marcado nos meus passaportes.

Depois de uma hora de estrada o motorista deixou-me na fronteira. Posso dizer que há mais de 20 anos que não passava uma fronteira assim. Parecia que estava nos antigos países de Leste. Depois de passar por três controlos de passaportes e de malas, teria que carregar com toda a bagagem por cerca de 1km de terra batida, em terras de ninguém, se não me tem aparecido uma boleia até chegar ao controlo das autoridades do Turquemenistão. Aí encontrei mais burocracias, mais papeis, carimbos e pagamento de vistos.

O pior foi quando tive que preencher os formulários de entrada no país, que só estavam escritos em russo. Segui a minha intuição e parece que até deu certo. Até o dinheiro com que entramos no país nos é controlado.
Para este simples ato de atravessar uma fronteira foram precisas 3 horas e só estavam 10 pessoas no cruzamento da mesma…. nem quero imaginar se fosse um grupo grande, como na maioria das vezes me acontece.
Do outro lado da fronteira esperavam-me um guia e um motorista para me receberem e levarem para junto de mais 14 convidados oriundos de 12 países. De relembrar que o meu companheiro Manuel andou sempre comigo e que apesar dos seus 70 anos, muitas vezes era eu que não tinha pedalada para o acompanhar.

A primeira notícia foi que iríamos fazer 800km de Jeep até chegar a Asgabate, a capital do país. O nosso motorista explicou que era uma viagem cansativa, mas que pelo caminho iríamos ter uma surpresa que tudo nos faria esquecer todo o cansaço.

Depois de 600km lá chegamos ao primeiro ponto: A Cratera do Gás. Impressionante, uma cratera similar a um vulcão só que em vez de larva, liberta chamas provocadas pelo gás. Um espectáculo, ali no meu do deserto de Darvasa, que nunca irei esquecer na vida. Não me cansava de contemplar e fotografar. De notar que o Turquemenistão é a 4ª maior potência de gás do mundo.

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Finalmente chegamos a Asgabate e a minha alma ficou parva… fiquei meio confundido se estava a entrar em Las Vegas ou no Dubai. Nunca imaginei uma cidade tão desenvolvida, com prédios com arquitectura maravilhosa, uma ostentação típica de um país que tem muito dinheiro gerido por um presidente que quer ficar na história e que na realidade não sabe o que fazer a tanto dinheiro proveniente das receitas do gás.

O Turquemanos não pagam água, luz, gás e renda de casa pelo menos até 2032. O país é gigantesco mas tem apenas 5 milhões de habitantes. Por isso mesmo, não deixam de ter em todos os sítios públicos e mesmo em suas casas uma fotografia com a cara do presidente do país.

Para a minha sorte, a nossa chegada coincidiu com o dia em que se celebrava a chegada da Primavera, tive a possibilidade de assistir às celebrações e de ter um contacto muito próximo com a cultura folclórica e étnica do país.

Deu para visitar a cidade, a mesquita e o mausoléu de Turkmenbasy, uma das maiores obras do país… algo revelador também de uma grande ostentação.

A verdadeira aventura veio nesse mesmo dia pela noite. Fazer a viagem de comboio durante quase 13 horas entre Asgabate e Turkmenbasy na costa do Mar Cáspio. Foi uma noite animada no comboio em que reparti quarto com a minha mala e 3 colegas desta aventura, que tinha conhecido no dia anterior.

Ao chegar ao destino houve tempo para um banho rápido e seguimos para os Canions do deserto de Yangycala. Um misto de sensações entre os olhares tímidos e recatados das pessoas que por ali vivem e a beleza gigantesca das formações rochosas.

Na ponta da pedra mais emblemática da região consegui fazer um dos meus saltos mais extraordinários. Senti-me a voar numa paisagem lunar por segundos.

A correria continuou e depois de mais 3 horas de estradas esburacadas apanhamos um avião com destino a Asgabate, apenas para conexão para Mary. Chegamos pelas 2 da manhã e o despertador tocou passadas 3 horas, para ir já para o aeroporto. A visita a Mary foi muito rápida mas deu para entender a importância desta cidade há milhares de anos na história da rota da seda.

Não havia tempo a perder porque a fronteira do Turquemenistão com o Uzbequistão encerrava às 5 da tarde e ainda tínhamos 6 horas de estrada para chegar com tempo para tratar das burocracias aduaneiras.

Mais uma aventura, embora menos demorada mas com algumas confusões para o meu lado. Desta vez os formulários em russo tramaram-me, enganei-me num zero na soma do dinheiro e desta forma estava a trazer mais dinheiro do que tinha entrado. Valeu-me uma colega da agência do Uzbequistão que tentou explicar a situação.
Embora haja cartazes colados nas paredes a dizer que o suborno é punido por lei, foi muito claro que o policia se estava tentar ganhar uma gorjeta extra para me liberar da fronteira.

Passada a fronteira lá fizemos mais 3 horas de carro até chegar a Bukhara. Com a visita desta cidade, deu para entender todo o mecanismo da então rota da seda. Uma verdadeira cidade museu com 25 séculos de história. Cidade que era ponto de passagem das caravanas da seda. Visitamos alguns dos caravançarais que eram albergues para as pessoas que transportavam a seda, o local onde se faziam os pagamentos de alguns impostos.

No dia seguinte de manhã fomos para Samarkand, uma verdadeira pérola preciosa do mundo muçulmano, quase como se fosse a Roma do Oriente. Uma cidade inacreditável para fechar esta parte da viagem com chave de ouro. Mesquitas e Matrazas em todo o lado, que me encantaram pela beleza extrema. Na Mesquita de Bibi-Hhanim perdi-me a contemplar os azulejos que forram todo o edifício, o cemitério é um autêntico museu e a praça do Ragistan é algo fantástico e difícil de descrever.

E claro que eu não poderia deixar de visitar o mercado da cidade, ir ao encontro da verdadeira essência das pessoas, dos cheiros, das cores, do regatear, de provar as especiarias, o pão, as frutas… tentar diálogos entre o português e o Uzbeko. Não adianta falar inglês porque também ninguém entende, mais vale misturar a língua gestual, com sorrisos e as nossas palavras.

Uma nota sobre a alimentação nestes 2 países: é pouco variada. No Turquemenistão deram-me PLOV a quase todas as refeições, um arroz cozinhado com cenoura e com uma carne estufada em cima. Para ser sincero, já não aguentava com o raio do PLOV a todas as refeições.

Depois desta correria entre estes dois países da Ásia central chegou a hora de voar até Istambul e ir ao encontro a outra cultura, seguindo a lógica da rota da seda.

Aqui a viagem tinha outra animação, chegou ao meu encontro um dos meus melhores amigos, o Ricardo Baptista. Parece que a viagem ganhou um  novo  encanto e tornou-se ainda mais animada. Afinal já eram 14 dias com desconhecidos, mesmo que alguns deles se tenham transformados em amigos durante aqueles dias e quem sabe para a vida porque hoje as redes sociais ajudam muito nessa aproximação.

Pela Turquia voamos para Izmirn, para começar o tour pelas Ruinas de Efezo, a Casa da Virgem Maria, as piscinas de Pammukalle de onde seguimos para a capadócia. Mas o ponto alto da viagem foi sem dúvida o passeio de balão ali na capadócia. Algo verdadeiramente inesquecível. Eu, juntamente com o Ricardo e quatro companheiras de viagem oriundas do Brasil parecíamos 6 crianças na Disney.

Passados 3 dias voltamos a Istambul onde pela minha oitava vez nesta cidade, consegui olhar para ela como se fosse a primeira vez! Passear pelas ruas naquele frenesim de gente e trânsito que não pára as 24 horas do dia é uma aventura… Os passeios de barco no Bósforo… O mercado das especiarias com todo aquele misto de cores, cheiros e sabores… O Grand Bazar com as suas quase 4000 lojas onde tudo se regateia para conseguir fazer a melhor compra, mas sempre com a sensação de que estamos a ser enganados. Tudo o que se vive na cidade parece ser uma experiência diferente a cada momento.

É uma cidade que está repleta de história, mas que mesmo assim tem muitos traços de modernidade. Existem restaurantes maravilhosos onde apetece ficar horas sentado à mesa. A vida nocturna também é muito agitada e variada.

A longa caminhada pela Rota da Seda, durante 20 dias, levou-me a percorrer o Turkmenistão, Uzbequistão e Turquia em quase 3.600km de carro,  20 horas passadas em comboios e 25 horas repartidas por 9 voos. No final das contas estive em 12 hotéis diferentes.

É sem dúvida um circuito que vale a pena fazer com a noção que não é uma viagem para relaxar, mas sim uma viagem para enriquecer culturalmente.

 


(HONK KONG | SANYA ISLAND | PEQUIM | XIAN | XANGAI | MACAU)

Fui à China, ou melhor, à República Popular da China, pela primeira vez, em Agosto de 2004 numa viagem de inspecção, com o objectivo de elaborar um programa para um grupo da NOVIS, à semelhança do que já havia acontecido em anos anteriores, em que havíamos viajado para o Quénia e Costa Rica. Desta vez, o desafio era ir visitar a fábrica da HAWAI em Shenzhen, na China, por ser fornecedora de complementos electrónicos para o meu cliente.

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O Quénia era para mim, até à altura em que fiz esta viagem de inspecção, um desafio. Tirando o Norte, eu conhecia muito mal África. Em meados de 2003 tinha propostas por parte de alguns clientes para fazer uma viagem ao Quénia, nomeadamente da FIAT e da NOVIS (que precisava de organizar uma viagem de incentivo para os seus Agentes). Como eu realmente tinha muita curiosidade em conhecer este destino, resolvi partir à descoberta e tentar perceber o que é que o país, que suporta parte do monte Kilimanjaro, tinha para me oferecer.

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(BRASIL | PERU | BOLÍVIA | CHILE)

Esta viagem à América do Sul foi uma das viagens da minha vida e uma das que me levou a estar mais tempo fora. A oportunidade surgiu em 2002. Na altura sentia a necessidade de ir em busca de novos destinos para os nossos clientes e aproveitei o facto de estar na América do Sul (onde ia acompanhar um grupo de clientes da Pangiter) para continuar a visitar alguns países por ali.

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